Pin up de Alberto Vargas
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
Fim de tarde...
Quase melancólica...
Talvez por achar bonito ser assim,
Talvez por ser inevitável...
Escuto xilofones, sinos e cravos
Numa canção antiga de amor.
Começa a fazer frio, mas não chove, nem venta.
Está tudo levemente úmido, prestes a secar.
As plantas da minha varanda dormem ninadas pelos passarinhos.
Eu as observo sendo calmas e verdes,
esperando pelo carinho do luar minguante
que nos visitará em breve.
Observo-as aparentemente imóveis.
Acendo um incenso, já que não fumo...
Enfeito o ar com o aroma doce de angélicas e alecrim.
Respiro, miro, quase choro.
Me vence um sorriso pequeno no canto da boca cantarolante
Em si maior.
Talvez por achar bonito ser assim,
Talvez por ser inevitável...
Escuto xilofones, sinos e cravos
Numa canção antiga de amor.
Começa a fazer frio, mas não chove, nem venta.
Está tudo levemente úmido, prestes a secar.
As plantas da minha varanda dormem ninadas pelos passarinhos.
Eu as observo sendo calmas e verdes,
esperando pelo carinho do luar minguante
que nos visitará em breve.
Observo-as aparentemente imóveis.
Acendo um incenso, já que não fumo...
Enfeito o ar com o aroma doce de angélicas e alecrim.
Respiro, miro, quase choro.
Me vence um sorriso pequeno no canto da boca cantarolante
Em si maior.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Embriaguez
É PRECISO QUEBRAR OS OSSOS DE VEZ EM QUANDO, RASGAR A CARNE, SE EMBRIAGAR...NÃO SÓ DE VINHO, COMO DISSE BAUDELAIRE, MAS DE VIDA...
DA VIDA QUE TEIMAMOS EM ENTERRAR TODOS OS DIAS, MAS QUE BROTA, CONTRA A VONTADE ESTRANHA QUE TEMOS, DE QUANDO EM QUANDO, DE QUERER QUE ELA SEQUE...
BROTA TODOS OS DIAS, PARA PROVAR QUE É INDEPENDENTE DA NOSSA VONTADE DE NÃO AMAR O SOL, DE NÃO AMAR AS FLORES, DE NÃO ESTARMOS O TEMPO TODO TONTOS POR CAUSA DO ÁLCOOL ARREBATADOR DOS NOSSOS SENTIDOS...
DA VIDA QUE TEIMAMOS EM ENTERRAR TODOS OS DIAS, MAS QUE BROTA, CONTRA A VONTADE ESTRANHA QUE TEMOS, DE QUANDO EM QUANDO, DE QUERER QUE ELA SEQUE...
BROTA TODOS OS DIAS, PARA PROVAR QUE É INDEPENDENTE DA NOSSA VONTADE DE NÃO AMAR O SOL, DE NÃO AMAR AS FLORES, DE NÃO ESTARMOS O TEMPO TODO TONTOS POR CAUSA DO ÁLCOOL ARREBATADOR DOS NOSSOS SENTIDOS...
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Silent letter
Escrevo essa carta silenciosa e me pergunto se algum dia terei a oportunidade de entregá-la a você. Sinto-me incompreendida algumas vezes por ser assim, tão sincera em relação aos afetos.
As pessoas parecem ter medo de ouvir que são especiais, que são únicas, que são amadas (seja da maneira que for). O que me parece é que o conceito de amor da maioria das pessoas é limitado – como se demonstrar afeto fosse ameaçador.
Bem, eu senti muitas coisas desde que nos conhecemos – sim, muitas coisas intensas em uma brevidade de tempo... Não senti apenas coisas por você, mas sim coisas minhas que foram despertadas no contato com você.
Fico pensando: que mal haveria em eu expressar a minha gratidão e meu afeto? E a verdade é que eu não vejo mal algum em dizer o que eu estou sentindo.
Você, água que flui, umedeceu tantas partes mínimas, há muito secas dentro de mim!
A vida é mesmo louca e parece mesmo que nenhuma folha cai sem que essa queda imperceptível não faça sentido.
Você ter me olhado profundamente nos olhos foi perturbador! Seu olhar foi uma chave que abriu uma caixa de pandora boa em mim, cheia de mariposas e libélulas lindas... Desde então, eu mal caibo em mim de emoção!
Não estou apaixonada por você, da maneira (r)estrita. Estou admirada e agradecida por você ter aparecido e ter tido essa repercussão tão forte no que eu sou.
Não sei se você entenderia tudo isso que eu digo – acho que sim, pelo pouco que eu também pude enxergar nos seus olhos... Não importa!
De toda forma, obrigada por ter, sem querer, liberado um tipo de suavidade-sensível-aquarelada adormecida em mim. É como se um perfume incrível de flores coloridas deixasse a minha alma radiante e mais bonita a partir de agora.
É exatamente (como se fosse possível a exatidão nesse caso) isso o que eu sinto.
As pessoas parecem ter medo de ouvir que são especiais, que são únicas, que são amadas (seja da maneira que for). O que me parece é que o conceito de amor da maioria das pessoas é limitado – como se demonstrar afeto fosse ameaçador.
Bem, eu senti muitas coisas desde que nos conhecemos – sim, muitas coisas intensas em uma brevidade de tempo... Não senti apenas coisas por você, mas sim coisas minhas que foram despertadas no contato com você.
Fico pensando: que mal haveria em eu expressar a minha gratidão e meu afeto? E a verdade é que eu não vejo mal algum em dizer o que eu estou sentindo.
Você, água que flui, umedeceu tantas partes mínimas, há muito secas dentro de mim!
A vida é mesmo louca e parece mesmo que nenhuma folha cai sem que essa queda imperceptível não faça sentido.
Você ter me olhado profundamente nos olhos foi perturbador! Seu olhar foi uma chave que abriu uma caixa de pandora boa em mim, cheia de mariposas e libélulas lindas... Desde então, eu mal caibo em mim de emoção!
Não estou apaixonada por você, da maneira (r)estrita. Estou admirada e agradecida por você ter aparecido e ter tido essa repercussão tão forte no que eu sou.
Não sei se você entenderia tudo isso que eu digo – acho que sim, pelo pouco que eu também pude enxergar nos seus olhos... Não importa!
De toda forma, obrigada por ter, sem querer, liberado um tipo de suavidade-sensível-aquarelada adormecida em mim. É como se um perfume incrível de flores coloridas deixasse a minha alma radiante e mais bonita a partir de agora.
É exatamente (como se fosse possível a exatidão nesse caso) isso o que eu sinto.
Cavaleiro de copas
Me sinto uma borboleta flutuando no espaço-tempo.
Tonta! Embriagada de contentamento – numa meditação não planejada, feita de afeto e nada mais.
E nesse lugar e momento em que fluo livremente, não existem regras...
Só existe o êxtase sereno do toque e do silêncio marrom impresso nos seu olhar telepático...
Nada existe em mim além de suspiros misturados ao sono morno e à luz do sol que eu vi nascer pela manhã ainda azul-escura.
Tonta! Embriagada de contentamento – numa meditação não planejada, feita de afeto e nada mais.
E nesse lugar e momento em que fluo livremente, não existem regras...
Só existe o êxtase sereno do toque e do silêncio marrom impresso nos seu olhar telepático...
Nada existe em mim além de suspiros misturados ao sono morno e à luz do sol que eu vi nascer pela manhã ainda azul-escura.
sábado, 26 de setembro de 2009
Carta triste de despedida a uma das pessoas mais lindas que eu conheci nessa vida
Muito triste quando a vida acaba em plena primavera, desrespeitando o ciclo natural das coisas...
Um vazio se instala...
Uma linda flor se transforma em estrela antes do tempo e, mesmo que haja a certeza de que lá, em companhia de anjos e serafins a vida será melhor, longe da maldade humana, longe da dor que nos acompanhará aqui, por muito tempo nossos corações chorarão em silêncio e nossas consciências clamarão por justiça, nesse mundo cada vez mais louco e assustardor em que vivemos.
Querida amiga Polyanna, você jamais será esquecida!
Com amor,
Thaís
Um vazio se instala...
Uma linda flor se transforma em estrela antes do tempo e, mesmo que haja a certeza de que lá, em companhia de anjos e serafins a vida será melhor, longe da maldade humana, longe da dor que nos acompanhará aqui, por muito tempo nossos corações chorarão em silêncio e nossas consciências clamarão por justiça, nesse mundo cada vez mais louco e assustardor em que vivemos.
Querida amiga Polyanna, você jamais será esquecida!
Com amor,
Thaís
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
No hay porque
A beleza da vida tem me tirado muitas lágrimas.
Em alguns relances é possível sentir-me parte de tudo e sentir as coisas como elas realmente são – e tudo é muito arrebatador... e tudo é silencioso...
Tudo vem de dentro e de fora ao mesmo tempo e a voz do silêncio é o entendimento entre essas duas forças contraditórias.
E os Beatles cantando “because” é umas das coisas mais lindas que eu já ouvi: “Because the Sky is blue, it makes me cry...”
Acho que é disso que eu falo: porque existe beleza no mundo, eu choro…
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